O que é o Simples Nacional e quem pode aderir a esse programa

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado destinado a micro e pequenas empresas no Brasil. Este regime tem como objetivo principal facilitar a vida das empresas de menor porte ao unificar o pagamento de diversos impostos federais, estaduais e municipais em uma única guia de recolhimento, chamada Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Para aderir ao Simples Nacional, a empresa deve ter uma receita bruta anual de até R$4,8 milhões.

Os benefícios oferecidos pelo Simples Nacional são variados e impactam diretamente na gestão e nas finanças das micro e pequenas empresas. Entre os principais benefícios, destacam-se:

Redução da Carga Tributária: O regime oferece alíquotas diferenciadas que, em muitos casos, são menores em comparação aos outros regimes tributários.

Simplificação no Pagamento de Impostos: A unificação de diversos tributos em uma única guia de recolhimento simplifica o processo de pagamento e reduz a burocracia envolvida.

Facilidade no Cumprimento de Obrigações Acessórias: A simplificação se estende também ao cumprimento de outras obrigações fiscais, tornando a gestão tributária mais prática e menos onerosa.

Responsabilidades

Apesar dos benefícios, às empresas optantes pelo Simples Nacional também devem cumprir uma série de responsabilidades para manter a regularidade fiscal:

Emissão de Notas Fiscais: As empresas devem emitir notas fiscais para todas as suas transações comerciais.

Manutenção de Contabilidade Regular: É necessário manter um controle contábil organizado e atualizado.

Recolhimento Mensal dos Tributos: Os tributos devem ser recolhidos mensalmente por meio do DAS.

Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI): A empresa deve realizar a declaração anual informando o faturamento e outras receitas.

Contudo, cumpre destacar que existem diversas diferenças de outros regimes de tributação, como por exemplo, o Lucro Real e o Lucro Presumido. Algumas dessas diferenças nós podemos verificar no faturamento e na estrutura empresarial em que elas podem ser utilizadas. O Simples Nacional é voltado para empresas com faturamento anual de até R$4,8 milhões, enquanto o Lucro Real e o Lucro Presumido podem ser adotados por empresas com faturamento significativamente maior, ultrapassando R$78 milhões anuais.

O Simples Nacional também se diferencia do Microempreendedor Individual (MEI). O MEI é destinado a empresários individuais com faturamento anual de até R$ 81 mil e permite a contratação de apenas um empregado. Além disso, o MEI é restrito a uma lista específica de ocupações permitidas. Já o Simples Nacional permite a contratação de múltiplos empregados e não tem a limitação de atividades que existe no MEI.

Um ponto relevante àqueles optam pelo Simples, é como realizar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). A empresa deve acessar o Portal do Empreendedor e preencher as informações relativas ao faturamento anual e outras receitas. Esta declaração deve ser enviada até o dia 31 de maio do ano seguinte ao exercício fiscal.

Além da DASN-SIMEI, as empresas optantes pelo Simples Nacional também devem enviar a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (DEFIS) até o último dia de março do ano subsequente ao exercício. Manter todos os documentos organizados é fundamental para facilitar o processo de declaração e evitar eventuais multas por descumprimento das obrigações fiscais.

Por fim, o Simples Nacional é uma excelente opção para micro e pequenas empresas que buscam simplificação tributária e redução da carga fiscal. No entanto, é essencial que os empresários estejam cientes das responsabilidades e obrigações que vêm junto com os benefícios do regime. A escolha pelo Simples Nacional deve ser feita com base em uma análise cuidadosa do perfil e das necessidades da empresa, garantindo que este regime seja realmente a opção mais vantajosa. Em caso de dúvidas, é sempre recomendável consultar um especialista em Direito Tributário para obter orientações adequadas e personalizadas.

Victor Bertocco

Victor Bertocco

Formado em Direito pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (2015), sou pós-graduado em Direito Tributário pela mesma instituição e em Direito Digital e Proteção de Dados pela Escola Brasileira de Direito. Durante minha trajetória acadêmica e profissional, aprofundei meus estudos em consultoria estratégica, compliance tributário e contencioso fiscal. Morei no exterior por um período, onde tive uma das experiências mais enriquecedoras da minha vida e aprofundei minha fluência na língua inglesa, incluindo cursos voltados à aplicação do idioma no universo jurídico.

Sou entusiasta de tecnologia e temas como Privacidade, Proteção de Dados e Transformação Digital no Direito. Atualmente, sou fundador do Bertocco Consultoria Jurídica Estratégica, escritório voltado à assessoria jurídica tributária, e co-fundador da Gango Tech, uma startup inovadora que busca fortalecer o ecossistema de esportes e incentivar hábitos mais saudáveis por meio da tecnologia e recompensas. Além disso, nas horas vagas, escreve artigos sobre conteúdos da atualidade e que estão envolvidos de alguma forma com jurídico-tecnológico.

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